À partida para
este jogo, e tendo em conta que ambas as equipas procuravam a
vitória por motivos diferentes, sentia-se que este poderia ser
um jogo bem disputado e com emoção até ao fim.
O jogo teve um inicio
um pouco calculista, com ambas as equipas sem arriscar muito e
procurando previligiar a posse de bola sem grandes aventuras
atacantes. Uma equipa dos Marienses tacticamente mais rigorosa e
uma equipa de Valverde mais expectante do que é habitual.
Após esse periodo menos emocionante, e ao 5' minuto do jogo, a
equipa do Valverde adianta-se no marcador e coloca-se em vantagem
perante uma equipa dos Marienses que não fez por menos e subiu
no terreno de jogo tentando pressionar a equipa adversária
conseguindo à passagem do 9' minuto empatar a partida, para um
minuto depois e em cerca de 20 segundos conseguir marcar dois golos
de rajada colocando-se a vencer por 3-1. Assistiu-se então a
um desnorte tactico e emocional da equipa de Valverde que se
agravou após os Marienses terem feito o 4-1 para ao 16' minuto
voltarem a facturar o 5-1. Sentiu-se que a equipa de Valverde
estava "amarrada" e que os "Marienses" poderiam aumentar a vantagem
até ao intervalo, mas foi a equipa de Valverde que a dois
minutos do fim da primeira parte reduziu a desvantagem para 5-2,
mas segundos depois sofria novo golo, sendo o resultado de 6-2 ao
intervalo favorável à equipa da casa.
Na segunda parte, e
logo nos primeiros segundos, os Marienses aumentam a vantagem
trazida do intervalo com um auto-golo de um atleta de Valverde
(7-2), para segundos volvidos Valverde reduzir o placar novamente
(7-3). Assistiu-se então a um jogo não muito bem jogado,
com muitas percas de bola de lado a lado e ao 7' minuto de jogo da
seunda parte, e novamente com um auto-golo de um jogador de
Valverde, os Marienses ampliarem o marcador (8-3) e esfrearem os
animos da equipa adversária que parecia vir do intervalo
disposta a dar a volta ao rumo do jogo. Volta que até poderia
ter acontecido, pois a equipa de Valverde marcaria dois golos sem
resposta em dois minutos (8-5) e começava-se a sentir que os
Marienses podiam tremer, mas ao 14' minuto da etapa complementar, a
equipa de Valverde viu-se reduzida a quatro elementos por
expulsão de um seu jogador e quebrou-se ali nitidamente a
tentativa de recuperação, conseguindo no entanto manter
as suas redes invioladas durante os dois minutos que se seguiram, e
curiosamente, foi já a quatro minutos do fim da partida e com
ambas as equipas com os cinco elementos em campo, que os Marienses
fecharam as contas da partida, marcando mais três golos sem
resposta fixando o resultado final em 11-5 favorável aos
visitados.
Em resumo, podemos
dizer que foi um bom jogo de futsal, embora com muito anti-jogo e
demasiado contacto fisico, numa modalidade onde a sua beleza
está em jogar fácil, rapido e sem contacto fisico.
Em relação
à equipa de arbitragem, num jogo dificil de dirigir pois as
equipas não colaboraram, fica o registo de dualidades de
critérios a nível disciplinar apesar da expulsão que
ocorreu ter sido correcta, e demasiada permissividade por parte da
equipa de arbitragem ao nivel do contacto fisico, o que tira beleza
ao espectaculo. Boa aplicação da lei ( mostragem de
amarelos) por parte dos árbitros ao verificarem a entrada de
dois atletas em campo numa altura em que se estava num "periodo" de
desconto de tempo.
|
1ª
Parte |
|
|
"Os
Marienses" |
Valverde
F.C. |
|
Remates |
18 |
16 |
|
Faltas |
4 |
5 |
|
Golos |
6 |
2 |
|
Eficácia (remates/golos)
% |
33,33% |
12,50% |
|
|
|
|
|
2ª
Parte |
|
|
"Os
Marienses" |
Valverde
F.C. |
|
Remates |
24 |
21 |
|
Faltas |
6 |
4 |
|
Golos |
5 |
3 |
|
Eficácia (remates/golos)
% |
20,83% |
14,28% |
|
|
|
|
|
Estatistica Geral do
Jogo |
|
|
"Os
Marienses" |
Valverde
F.C. |
|
Remates |
42 |
37 |
|
Faltas |
10 |
9 |
|
Cartões Amarelos |
6 |
1 |
|
Cartões Vermelhos |
0 |
1 |
|
Golos |
11 |
5 |
|
Eficácia (remates/golos)
% |
26,19% |
13,51% |
Por: Reporter Futsal